O uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes brasileiros tem crescido de forma significativa nos últimos anos. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgada pelo IBGE, mostram que três em cada dez jovens de 13 a 17 anos já experimentaram dispositivos como vapes e pods.
O levantamento aponta que a experimentação saltou de 16% para quase 30% em um período de cinco anos. O aumento é ainda mais expressivo no uso recente: o consumo nos 30 dias anteriores à pesquisa subiu mais de 300%, passando de 8,6% para 26,3%.
Enquanto o cigarro convencional e o narguilé vêm perdendo espaço entre os estudantes, os dispositivos eletrônicos se consolidam como a principal porta de entrada para a dependência de nicotina, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sul do país.
O perfil dos usuários indica maior adesão entre meninas e estudantes da rede pública de ensino.
Especialistas alertam que, apesar do apelo moderno e da variedade de sabores, os cigarros eletrônicos contêm nicotina e metais pesados, substâncias que podem prejudicar o desenvolvimento cerebral e causar danos aos pulmões.
No Brasil, a comercialização, importação e propaganda desses dispositivos são proibidas pela ANVISA.
O avanço do consumo entre adolescentes reforça o alerta para ações de conscientização e fiscalização mais rigorosas.












